segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Probabilidade Genética

Os cálculos envolvendo probabilidades estão presentes nas situações ligadas à genética, abrangendo diversos estudos relacionados às leis de Mendel. Vamos utilizar as noções de probabilidade na determinação do sexo dos filhos de um casal. Suponhamos que um casal deseja ter dois filhos e quer saber qual a probabilidade de ocorrer os seguintes pares: 

Dois meninos; 
Duas meninas; 
Um menino e uma menina. 

Para determinarmos a probabilidade do sexo dos filhos, precisamos saber as seguintes condições: 
O sexo do segundo filho independe do sexo do primeiro, e assim sucessivamente. 
As chances de ter um menino são iguais às chances de ter uma menina, isto é, 50%. Portanto, temos: 
Menino = 1/2 = 50% 
Menina = 1/2 = 50% 

Com base nesses dados, vamos determinar as chances de ocorrer os pares fornecidos anteriormente. Para tal situação, utilizamos um desenvolvimento binomial dado por 
(x + y)n, onde n equivale ao número de filhos que o casal deseja ter. Nesse binômio, x representará menino e y, menina. Observe o desenvolvimento da expressão: 

(x + y)2 → (x + y) * (x + y) → x² + xy + xy + y² → x² + 2xy + y² 

x (menino) = 1/2 
y (menina) = 1/2 

Dois meninos → x² → (1/2)² → 1/4 → 25% 

Duas meninas → y² → (1/2)² → 1/4 → 25% 

Um menino e uma menina → 2xy → 2 * 1/2 * 1/2 → 2/4 → 1/2 → 50% 


Supondo que um casal deseja ter três filhos, determine as possibilidades e probabilidades dos filhos desejados pelo casal. 

(x + y)3 → (x + y) * (x + y) * (x + y) → x³ + 3x²y + 3xy² + y³ 

Três meninos → x³ → (1/2)³ → 1/8 → 12,5% 

Dois meninos e uma menina → 3x²y → 3 * (1/2)² * 1/2 → 3 * 1/4 * 1/2 → 3/8 → 37,5% 

Duas meninas e um menino → 3xy² → 3 * 1/2 * (1/2)² → 3 * 1/2 * 1/4 → 3/8 → 37,5% 

Três meninas → y³ → (1/2)³ → 1/8 → 12,5% 

sábado, 23 de novembro de 2013

CURIOSIDADE

RH. Somos um jovem casal que pretende constituir família. O grupo sanguíneo dela é 0 Rh negativo enquanto que eu sou 0 Rh positivo. Quais são os riscos que esta situação trás à gravidez e como é possível ultrapassá-los? Em que medida é que esta situação poderá limitar o número de filhos que desejarmos ter? RESPOSTA:Só existe perigo de complicações para o bebé no caso da mãe ser rh negativo e o pai rh positivo, e a mãe já ter tido um filho rh positivo (ou ter abortado e o feto ser rh positivo). O tipo A, B, AB ou O não tem interesse para o caso. No caso de se verificar a situação acima exposta, a mãe deve ser vacinada na altura do primeiro parto (ou aborto) e/ou então cerca da 28ª semana da segunda gravidez, que é quando existe risco. Em caso de dúvida, pode-se pedir um teste de Coombs para saber se uma mãe rh negativa já foi alguma vez imunizada contra o factor rh (positivo é quem tem esse factor e negativo é quem não o tem) e se criou anticorpos que numa posterior gravidez podem atacar o sangue do bebé.

CURIOSIDADE

Compatibilidade no Grupo Sanguineo O meu grupo sanguineo é O RH+ e o grupo sanguineo da minha esposa é O RH-, gostaria de saber se os nossos grupos sanguineos são compativeis? Haverá algum risco para um futuro bebe? RESPOSTA: No vosso caso pode de facto haver necessidade de fazer um tratamento preventivo, uma vez que se o futuro bebé for RH + pode fazer com que se criem anticorpos anti-RH no sangue da sua mulher (por ela ser RH negativa), e isso causar problemas numa gravidez seguinte. No entanto é uma situação que se controla facilmente, apenas devendo ser mencionada ao médico a fim de ser feita uma "vacina" atempadamente (já depois de iniciada a gravidez).

Experiência

Tema: Determinação do tipo sanguíneo segundo sistema ABO e Rh. Material: Lanceta, lâmina, soro anti-A, anti-B e anti-Rh, álcool e algodão. Procedimento: 1. Passe um algodão com álcool na parte interna do dedo mínimo da mão esquerda do paciente. 2. Com a lanceta pique a polpa interna da falange do dedo mínimo, próximo ao ângulo da região da raiz da unha. 3. Espere sangrar. Despreze a primeira gota de sangue, limpando com um algodão seco. 4. Formada nova gota, encoste-a na lâmina, recolhendo-a. 5. Faça 2 gotas numa lâmina e uma gota numa 2ª lâmina. 6. Na lâmina com 2 gotas de sangue, pingue em uma delas o soro anti A e na outra o anti B. Na lâmina com uma gota de sangue pingue o anti Rh. 7. Misture soro e sangue com um canto de uma outra lâmina limpa. 8. Verifique em quais delas houve aglutinação. No resultado, está o tipo de sangue da pessoa. 9. Testes negativos devem ser observados por mais de 2 minutos para certeza da resposta.

Grupos ABO e Rhesus (D)

Fenótipos Rh : Configuração Subgrupos Rh+K (com anticorpos de origem humana) C c E e K ctl DiaClon Subgrupos Rh+K (com anticorpos monoclonais) C c E e K ctl Subgrupos Rh+Cw+K (com anticorpos de origem humana) C Cw c E e K Rh(D)+Fenotipo (com anticorpos de origem humana) C c D E e ctl Reagentes de Tipagem Sanguíneos Produto Anti - D Monoclonal (Blended), este reagente é uma mistura matemática de anticorpos IgG/IgM. Ele irá aglutinar todas as células vermelhas fracas (D1) e irá detectar a categoria D das células vermelhas VI. O Anti-D IgM monoclonal é derivado do clone Th28 e o Anti-D IgG monoclonal é derivado do clone MS26. - O componente Anti-D IgM monoclonal causará aglutinação direta das hemácias que têm o antígeno D e a maioria das variantes Du. - O componente anti-D IgG monoclonal aglutinará as baixas expressões de Du através do teste de Características Básicas Anticorpos - Mistura de Anti-D (Rho) IgM (monoclonais) + Anti-D (Rho) IgG (monoclonais). Especificidade - Detecta os fracos fenótipos Du, incluindo D categoria VI, quando usado pelo método de antiglobulina indireto. Devido à baixa concentração protéica, requer somente uma lavagem prévia para adição de antiglobulina. Geralmente as reações com amostras Du são fortes. Reprodutividade - Não Existe variação de lote para lote ou de frasco para frasco. Sensibilidade - Alta sensibilidade detectando pequenas quantidades de expressões antigênicas e permite segurança quanto à identificação em número de cruzes ex.: 4(++++) 3(+++) 2(++) 1(+). Avidez - Maior rapidez na leitura. Economia - O soro Anti-D (Rho) EBRAM contém anticorpos alta-mente específicos que diminuem a quantidade de Du, economizando reagente e tempo. Controle Rh O controle Rh é produzido a partir de albumina bovina, soro humano normal do grupo AB e demais substâncias químicas, nas mesmas concentrações empregadas na fabricação do diluente utilizado nos soros classificadores albumínicos Anti-Rh ou anti-Hr. Características Básicas O controle Rh é destinado ao controle de qualidade das classificações Rh ou Hr com soros albumínicos, revelando a possibilidade de reações com resultados falso-positivos. O controle Rh deve ser utilizado paralelamente a cada classificação Rh ou Hr com soros classificadores albumínicos, através da mesma técnica empregada para estes soros.

Fator Rh

Em 1940, Landsteiner e Wiener descobriram um outro sistema de grupos sangüíneos, a partir do sangue do macaco Rhevus (Macaca mulatta). O sangue desse macaco, uma vez injetado em cobaias ou em coelhos, provocava nesses animais a síntese de anticorpos que podiam promover a aglutinação do sangue doado. Esse fato levou à conclusão de que o sangue do macaco continha um antígeno, que foi denominado fator Rh ou fator Rhesus. Os anticorpos produzidos pelos animais receptores foram denominados aglutinas antiRH. O Rh+ e o Rh- Os descobridores do fator Rh, Landsteiner e Wiener, extraíram de cobaias e coelhos soros contendo aglutininas anti-Rh. Em seguida, misturaram o soro com sangue de pessoas diversas. Constataram que, em alguns casos, as hemácias se aglutinavam, indicando a presença do fator Rh no sangue humano: essas pessoas foram denominadas Rh+. Em outros casos, as hemácias não se aglutinavam, indicando a ausência do fator Rh no sangue: essas pessoas foram denominadas Rh-. Os indivíduos portadores de sangue Rh não possuem, normalmente, as aglutininas anti-Rh. No entanto, quando recebem sangue Rh+, tornam-se capazes de produzir essas aglutininas. Como a produção de aglutininas ocorre de forma relativamente lenta, ao se fazer transfusão de sangue de um doador Rh+ para um receptor Rh-, não deverá ocorrer a aglutinação das hemácias doadas. Mas uma segunda transfusão de sangue Rh+ poderá provocar a aglutinação das hemácias doadas, uma vez que as "novas" aglutininas produzidas, juntamente com as "antigas" (resultantes da primeira transfusão), podem perfazer uma quantidade suficientemente alta para promover a aglutinação das hemácias do doador. Em conseqüência disso, capilares sangüíneos podem ser obstruídos e levar o receptor á morte

Doadores e receptores universais

Analise o esquema abaixo, que mostra indicadas pelas setas, as transfusões possíveis quanto ao sistema ABO: Observe que o grupo sangüíneo O pode ser doado para todos os grupos existentes (O, A, B, AB); por isso, os indivíduos portadores de sangue O são denominados doadores universais. Chamamos a atenção para o fato de que o grupo O não pode receber sangue de nenhum outro grupo: só pode receber do próprio grupo O. O grupo AB, por sua vez, pode receber sangue de qualquer outro; dai os indivíduos pertencentes a esse grupo serem denominados receptores universais.